Cafeicultura cresce em MT e tem novo arranque no RJ
Mato Grosso ocupa a 9ª colocação do ranking nacional; produção fluminense é ancorada na agricultura familiar
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A cafeicultura vem se expandindo em Mato Grosso, sobretudo no noroeste do estado, em municípios como Colniza, Juína, Aripuanã, Cotriguaçu, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde, aponta estudo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). Já no Rio de janeiro, a produção de café tem tido novo arranque, especialmente no noroeste do estado, com a atividade sendo puxada pela agricultura familiar, destaca a Secretaria de Agricultura do Estado.Dados da Conab apontam que a produção de café, em particular de cânfora [robusta+conilon] em Mato Grosso na safra 2026 está estimada em 268,9 mil sacas, recuo de 3,5%, o que posiciona o estado na 9ª colocação do ranking nacional.Segundo o Senar-MT, entre abril e julho deste ano, 219 propriedades acompanhadas pela entidade comercializaram 19,4 mil sacas e faturaram R$ 16,2 milhões. Após os custos operacionais, a margem econômica registrada no período foi de 73%.“A cafeicultura vem crescendo muito em Colniza. Temos o desafio da logística, porque a estrutura ainda não acompanha esse crescimento. Produção nós temos; agora, precisamos trabalhar para protegê-la e criar condições para que ela avance ainda mais”, assinala o presidente do Sindicato Rural de Colniza, Antônio Melo.Rio de JaneiroJá o estado fluminense conta com aproximadamente 3.061 cafeicultores, que cultivam 12.630,6 hectares de cafezais e produzem cerca de 420 mil sacas de café. A produção está concentrada principalmente na região noroeste, que responde por 89% da produção.Entre os principais municípios produtores estão Varre-Sai, Porciúncula, Bom Jesus do Itabapoana. Varre-Sai e Porciúncula correspondem por aproximadamente 84% de toda a produção de café do Rio de Janeiro. Em 2025, somente Varre-Sai colheu em torno de 11.020 toneladas de café, com faturamento bruto de aproximadamente R$ 326,3 milhões.